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Quem Somos

 

Mário Estanislau (n. 1975).

    Nasceu em Torres Vedras , onde concluiu o 12º ano, no curso Profissional de Técnico de Manutenção Mecânica. Passou toda a sua infância e juventude na Maceira, local onde mantém residência. É o mais novo de três irmãos. Começou a ouvir música de intervenção e música popular portuguesa por influência do irmão mais velho. Entre 1994 e 1995 cumpriu o serviço militar obrigatório, e em 1996 começou a trabalhar como torneiro mecânico e posteriormente como serralheiro de moldes. O primeiro instrumento que construiu, com cerca de 15 anos, foi uma guitarra clássica. Depois fez um cavaquinho e um bandolim, procurando desenvolver as técnicas de construção com Miguel Rodrigues, um construtor de cordofones da sua região. Com cerca de 22 anos começou a aprender a tocar cavaquinho numa colectividade da zona, altura em construiu a primeira gaita-de-foles. Os primeiros planos da gaita-de-foles que obteve, foram cedidos por Joaquim António Silva (Quitó).

    Fundou e tocou no grupo de música popular portuguesa “ Sons da Terra”, no período entre 1997 e 2000.

    Em 1999 contacta Paulo Marinho e Vítor Félix com o objectivo de aperfeiçoar a construção da gaita-de-foles. De aprendiz passou a colaborador, revelando-se a sua experiência profissional uma mais valia para a construção de instrumentos na oficina. Actualmente, dedica-se a tempo inteiro à construção de instrumentos musicais, em conjunto com Vítor Félix, nomeadamente gaita-de-foles, guitarras portuguesas, bandolins, cavaquinhos, sanfonas e outros aerofones de aresta ou palheta. Em 2003 integrou o grupo Gaitafolia, ao qual continua a pertencer.

    Tem composições suas, algumas das quais integram o repertório do grupo
Gaitafolia.

    Através da A.P.P.E.D.G.F.* ,em conjunto com Vítor Félix, participa desde 2002?? no encontro internacional de construtores de instrumentos tradicionais em Saint Chartier e promove com alguma regularidade workshops de construção e aprendizagem de instrumentos populares portugueses, entre os quais diversos workshops sobre o instrumento palheta que decorreram na Beira Baixa em 2003 e 2004.

* A.P.P.E.D.G.F. Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-foles

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Víctor Manuel Félix Tavares (n. 1952).

    Nasceu na Baixa da Banheira, (concelho da Moita) e aí frequentou a escola até ao 6º ano. A mãe era natural de Ribeira Arouca, Freixo da Mizarela, uma aldeia próxima de Manhouce. O seu pai, natural de Póvoa, Vale de Cambra, era operário fabril da empresa Barreiro Cuf, e tocava viola toeira e gaita-de-beiços nos tempos livres e fazia bailes. Os serões em família eram passados a fazer música, nos quais o pai tocava e a mãe cantava. Aos treze anos o pai ofereceu-lhe a primeira guitarra acústica. Aos 17anos foi para a marinha, onde permaneceu quatro anos, de 1969 a 1973. Em 1960 começou a frequentar algumas sociedades da margem sul, por onde Zeca Afonso passava com alguma frequência, como o Luso, no Barreiro, o ginásio da Baixa da Banheira, ou a Academia em Alhos Vedros , locais onde se debatia a situação política do país e se desenvolvia um género musical que ficou conhecido como "música de intervenção".

    Casou com 22 anos e teve dois filhos, passando a residir em Alhos Vedros.

    Em 1968, foi um dos elementos fundadores dos “Albatroz”, “Oficina de Música” e por último “Rondó”, grupos de música popular, onde tocava sobretudo cordofones, os quais estiveram no activo entre o período de 1983 a 1990.

    Em 1993 começa a trabalhar numa empresa de artes gráficas, e nos tempos livres constrói cordofones, actividade que mantém entre os 25 e 44 anos. Nos anos 90 do século XX conhece Paulo Marinho, com quem começa a aprender a tocar gaita-de-foles, no Centro Galego em Lisboa. Em 1998 torna-se membro do grupo Gaitafolia e um ano depois sócio fundador da A.P.P.E.D.G.F. Aos 50 anos inicia-se na construção de gaita-de-foles galega, em colaboração com Paulo Marinho. Visita a Galiza, nomeadamente a Universidade Popular de Vigo, onde conhece Antón Corral, construtor de instrumentos, que lhe transmite algumas das técnicas de construção do instrumento. Entre e 2003 e 2005 foi presidente da A.P.P.E.D.G.F.. Actualmente dedica-se a tempo inteiro à construção de instrumentos musicais populares, nomeadamente guitarras portuguesas, cavaquinhos, bandolins, gaitas de fole galegas e transmontanas, sanfonas e diversos instrumentos de sopro. Desenvolveu, em conjunto com Mário Estanislau e com a A.P.P.E.D.G.F., um modelo estandardizado de gaita-de-foles transmontana, a partir do estudo de modelos de gaitas de fole do século XX e da audição de recolhas efectuadas na segunda metade desse século. Continua a fazer parte do grupo Gaitafolia. Participa desde 2002 no encontro internacional de construtores de instrumentos tradicionais em Saint Chartier e tem feito alguns workshops pelo país, nomeadamente na Beira Baixa, workshops sobre o instrumento musical "palheta".

 

 

 

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